posse 2

Na ocasião, a escritora e pianista Haydée Campelo recebeu o diploma de ACADÊMICA EMÉRITA. Na foto, Haydée na primeira fila e adolescentes do colégio Da esquerda: Tereza Callado ( vice-presidente), Leticia Adriana ( nova acadêmica), Eliane Arruda ( nova presidente) e Fátima Lemos ( nova acadêmica)

mesa diretora

Mesa diretora, do dia da posse das novas acadêmicas, com o Reitor da UECE.

 Letícia Adriana dos Santos passou a ocupar a Cadeira 22, patroneada por Fernanda Brito. Maria de Fátima Lemos Cândido, a Cadeira 34, patroneada por Hilma Montenegro.

 Na ocasião, a escritora e pianista Haydée Campelo recebeu o diploma de ACADÊMICA EMÉRITA.

Posse F

As acadêmicas recebem as duas novas alfeceanas

       Emília de Freitas foi uma intelectual de fins do século XIX e início do século XX. Seu envolvimento com as questões da época fez-se ver tanto em sua atividade como escritora quanto em sua participação em debates políticos e sociais. Uma curiosidade e um interesse interdisciplinar inerentes influenciaram sua obra tanto no que diz respeito à escolha de temas e exposição do conteúdo, misto de fantasia e ciência, quanto às técnicas narrativas utilizadas. De suas três obras, A Rainha do Ignoto, de 1899, Canções do Lar, de 1891 e O renegado, sem datação, concentrar-me-ei na primeira, mesclando uma crítica literária à biografia da autora.

          Com relação ao tipo de análise que questiona a influência direta do autor ou autora em sua obra, pode-se dizer que há dois grupos de pessoas ou correntes de pensamento: o primeiro separa estritamente a obra científica e ou literária de um autor ou autora deste ou desta; e o segundo mescla as duas áreas. Esse segundo grupo pretende ver, no contador de histórias, mais do que uma pessoa dotada de um talento individual e apta a expressá-lo em um ou mais gêneros literários. De fato, o contador ou contadora vem a ser associado com sua trajetória pessoal. Talvez se pudermos refletir um pouco nestas breves linhas o que vem a ser essa trajetória, aliada às experiências que se alastram às dimensões políticas, econômicas e sociais do autor ou autora e que chegam ao outro, à  sua comunidade e ao espaço territorial, poderíamos chegar a algumas conclusões preciosas de como entender as transformações que ocorrem em sociedade e como a autora ou o autor se encontram inseridos nestas.

             A autora nascida em 1855 em Aracati, no Ceará, fez de seus escritos documentos de tentativa de compreensão dos acontecimentos que se desenrolavam em um país no qual o sistema econômico, baseado em trabalho escravo, destoava do cenário de economias ocidentais que já apostavam em sistemas de mercado livre e industrialização crescente, baseados no trabalho assalariado. A dificuldade brasileira para encontrar um caminho de desenvolvimento que inserisse os cidadãos de diversas classes e origens étnicas fez-se presente ao extremo a partir de 1888, quando a escravatura foi, em forma de lei, abolida no Brasil. Donos de terra e empresários, esses que emergiam nos centros urbanos em formação, que perceberam a impossibilidade de sustentação do sistema escravocrata, foram gradualmente modificando a estrutura de seus empreendimentos, a ponto de se encontrarem em um estágio mais avançado de implementação dos novos regulamentos e estruturas organizacionais.  Não obstante, a maior parte dos detentores de poder econômico viu-se à frente de um processo de mudanças que exigia o reconhecimento do fracasso do sistema em decomposição e a aceitação de se instaurar um outro. À vista estão, no país, as conseqüências de sua negação. Emília de Freitas toma esse quadro como mote para desenvolver um trabalho que vai unir veia poética com consciência social. Participante da Sociedade das Cearenses Libertadoras, a escritora preparou discursos ditos em ocasiões diversas constituintes de encontros da sociedade, encontros políticos ou para fins de publicações em jornais. Por ter morado, a maior parte de sua vida, em Fortaleza e Belém, Emília de Freitas colaborou para os jornais destas cidades Libertador, Cearense, O Lyrio, A Brisa e Amazonas Commercial e Revolução, respectivamente.

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Irmã Elisabeth Silveira – Presidente de Honra,  Eliane Arruda – Presidente Eleita, Maria Tereza Callado – Vice-Presidente e  Evan Bessa -  Segunda Secretária

Irmã Elisabeth Silveira – Presidente de Honra, Eliane Arruda – Presidente Eleita, Maria Tereza Callado – Vice-Presidente e Evan Bessa - Segunda Secretária

 

Afelceanas

Afelceanas

 

A acadêmica Evan Bessa saudou as novas confrades

A acadêmica Evan Bessa saudou as novas confrades

A poeta Nilze Costa e Silva agradece em nome da snovas acadêmicas

A poeta Nilze Costa e Silva agradece em nome da snovas acadêmicas

A acadêmica Argentina Andrade foi quem coordenou o cerimonial da solenidade

A acadêmica Argentina Andrade foi quem coordenou o cerimonial da solenidade

As novas acadêmicas: Olganira Mota, Nilze Costa e Silva e Ida Carvalho

As novas acadêmicas: Olganira Mota, Nilze Costa e Silva e Ida Carvalho

As novas afelceanas com Eiane Arruda e a Presidente Nacional da Rebra, Joyce Cavalcante

As novas afelceanas com Eiane Arruda e a Presidente Nacional da Rebra, Joyce Cavalcante

O romance A Divorciada: Entre o tempo

de escrever e o tempo de ler

Daniela Callado*

E

m fins do século XIX e início do século XX, Francisca Clotilde, nascida em 1862, em Tauá, interior do estado brasileiro do Ceará, superou as imposições socioeconômicas de seu ambiente, por meio de uma personalidade forte e um objetivo convicto iniciando uma carreira pioneira para a época e o lugar. Tornou-se escritora: poetisa, contista, teatróloga, jornalista, romancista e professora, fundou uma escola para “ambos os sexos” e uma revista: Estrela, que administrou com sua filha, Antonieta Clotilde, por longos e inacreditáveis quinze anos (1906-1921).

Quando as descobertas científicas e as mudanças sociais, como a abolição da escravatura  no Brasil em 1888, passaram a ser temas literários frequentes, deixando-se de lado a visão romântica distorcida da realidade e instigando o realismo-naturalismo a descrever as condições de vida reais de pessoas de diferentes classes sociais, Francisca Clotilde tomou impulso e colocou em debate um tema que até hoje, mais de cem anos depois, ainda altera os ânimos mais afobados. Entre sua diversificada obra, a escritora cearense escreveu um romance chamado A Divorciada – tema principal desta resenha, que, por dois motivos, passou quase em branco pela crítica: um por uma idéia preconcebida pelo senso comum, por ser escrito por uma mulher reivindicando a condição de cidadã livre de conceitos e controles sociais que empobreceriam sua vida privada e limitariam sua vida pública, e outro pela falta de um trabalho de sistematização dos literários e críticos da época o qual  teria como fim levar informações para o público mais geral sobre escritores excluídos do que chamamos hoje de cânon literário. Essas deficiências impediriam, até fins do século XX, de perceber-se o caráter avaliador social do qual diversos romancistas se revestiam para contar sobre a sociedade na qual viveram e, no caso dos últimos, vivem. Como Otacílio Colares afirmou, criou-se um “cinturão do gelo” em torno de uma geração inteira de escritores contemporâneos da autora.

Quanto mais seria a surpresa de ter o romance sobre a história de Nazaré reposto à vista do público. Publicado em 1902 e, em 1996, republicado, poderia se dizer que  “A Divorciada” atende a uma mistura de escolas. Há tanto um resquício de romantismo no que se refere, entre outros, à construção de algumas personagens e de ambientes nos quais a natureza se sobressai, como há características do realismo-naturalismo como a descrição fiel de fatos ligados à enfermidade da protagonista e a desilusão que atravessa com um casamento fracassado. Une-se a isso o reconhecimento dos problemas a serem assumidos, e a capacidade de adaptar-se a eles, enfrentando-os e buscando solucioná-los; busca essa que é enfrentada, mesmo acatando a possibilidade de que tudo, ao final, poderá dar errado. Esse último aspecto assenta-se, sobremaneira, na escola moderna. Apesar de a própria autora ter afirmado que seu romance não pertenceria a nenhuma escola, os dados acima mostram pelo menos a passagem dele por aquelas características. Especialmente no que se refere às fases do enredo, o romance, do mesmo modo, adota o estilo romântico. Primeiro, surge uma harmonia introdutória, na qual um dos antagonistas de Nazaré, o Chiquinho, é apresentado em uma missa de igreja e ela é encenada em casa, envolta por suas irmãs e por seu pai. Nos capítulos seguintes, aparecem os conflitos e o exacerbamento destes, com fatos aparentemente despidos de solução, como o casamento sem amor com Artur, o primo advogado sem escrúpulos, por pressão paterna, e a partida, em busca de fortuna, de Chiquinho, a quem ama, ao Amazonas. Esses levam a mais conflitos, como a falência do marido, jogador inveterado e a leviandade da prima Glória, que a coloca em situações limites, até que o enfrentamento dos problemas atina a protagonista a desativá-los, como o pagamento das contas do marido e o pedido de divórcio, restabelecendo uma harmonia final, que poderá continuar ou não. No caso de Nazaré, essa harmonia prevalece, em um sinal típico de fins de século XIX e início do século XX, quando o movimento de mulheres em projetos sociais ligados à obra caritativa abriu-lhes o caminho para a atuação na esfera pública. A prosa moderna de Clotilde, com maestria, segura o enredo principal até o final da história, sublinhando-o em cada capítulo, acrescentando os subenredos  paralelamente, sem colocá-los em confronto com o primeiro. Sua linguagem, por vezes deleita, como em “sentiu acerejarem-lhe as faces”, por outras, assume traços padrões, encastelando o coloquial em momentos necessários, quando da troca de vozes das personagens e do narrador – ou narradora, como em “e foi preciso que um psiu meio severo quebrasse aquele rumor intempestivo”. Nos dois casos, a autora utiliza expressões típicas da época, que, para a nossa admiração, ainda são ouvidas atualmente em gírias juvenis, como “cacete”, no sentido de algo chato. Há, de igual modo, momentos em que assume as expressões mais eruditas, como quando usa o termo “adjetivos encomiásticos”, ou empresta ao texto um ar mais meigo, de gente da terra, como em “arenga” e “mesinha carunchosa”. No enredo principal, o amadurecimento psicológico de Nazaré  é simples, porém cheio de nuances e de fim inesperado, mesmo em sua obviedade sentimental.

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Uma homenagem à mulher em suas várias instâncias. Em comum, o labor com as letras. A AFELCE comemorou o Dia Internacional da Mulher trazendo convidados e homenagens a algumas mulheres que se destacaram na área das Letras.

Na programação,  uma homenagem póstuma a Núbia Brasileiro patronesse da Cadeira nº18. O esposo Lagildo Brasileiro e a prima Maria Simões Nogueira conheceram a escritora que será a primeira ocupante da Cadeira patroneada por Núbia: Alana Alencar.

A saudação às mulheres foi proferida pelo escritor e Presidente da Academia Fortalezense de Letras, João Soares Neto. Os familiares de Núbia, as pessoas homenageadas e a postulante Nilze Costa e Silva também fizeram uso da palavra.

Receberam o troféu AFELCE Destaque Feminino 2009:

- Mônica Silveira, escritora, jornalista, membro da equipe do programa de televisão “PAPO LITERÁRIO”.

-Luiza Helena Amorim, escritora, jornalista, responsável pelo BLOG DA AFELCE, e da equipe que lidera o Fórum Cearense de Literatura. E também pela publicação do livro “Itinerário de Lustosa da Costa- causos e trajetória”, lançado no Ideal  Club e na Biblioteca Municipal Lustosa da Costa em Sobral

- Ângela Escudeiro, escritora e atriz, por ter conquistado a aprovação de um projeto junto à FUNART

- Ivonete Maia jornalista, com denodada atuação como Presidente da ACI

-  Áurea Guerra professora, bibliotecária, representando os profissionais de BIblioteconomia, no Dia do Bibliotecário;

-Fátima Lemos – escritora, diretora do Colégio Maria Ester o qual possui uma Academia de Letras formada apenas com alunos;

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A prefeitura de Sobral, a Secretaria de Cultura e Turismo de Sobral e a família Lustosa da Costa convidam para o lançamento do livro “Itinerário de Lustosa da Costa – causos e trajetória”, de autoria da jornalista Luiza Helena Amorim. A apresentação será feita pelo poeta Juarez Leitão.

Quarta-feira, 11 de março de 2009

Local: Biblioteca Municipal Lustosa da Costa – Sobral, Ceará

Horário: 18 horas http://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif

C O N V I T E

FÓRUM DE LITERATURA DO ESTADO DO CEARÁ/FLEC

Data: 10 de março de 2009 (terça-feira)

Local: IDEAL Clube (Salão Meireles)

Horário: 19h

Público-alvo: Academias e agremiações literárias e de escritores, instituições universitárias, escritores, gestores em Cultura e produtores culturais em Literatura, Livreiros e Editores.

Proposta de pauta

- Por falar em Poesia… (menção ao dia da poesia, 14 de março, e outras considerações);

- Apresentação da Comissão Executiva Provisória do FLEC;

- Apresentação e distribuição das Normas de Funcionamento do FLEC;

- Informes sobre a Lei de Fomento do Livro e da Leitura e sobre a pauta que será discutida em Recife sobre a organização nordestina da cadeia do Livro e da Leitura;

- Sugestão de Criação de Comissão Temática

Apoio

Secretaria de Cultura do Estado do Ceará

Ideal Clube

A Mulher do Século XXI

Evan Bessa


A mulher, ao longo da história, vem construindo sua identidade o que lhe outorga um lugar de destaque na vida contemporânea.

Fruto de uma sociedade patriarcal, onde a submissão era a tônica em sua vida: primeiro, a obediência ao pai, depois ao marido, o irmão mais velho ou, a outro membro da constelação familiar, caso não chegasse a contrair núpcias Por muitos séculos tornou-se uma figura representativa.

Aos poucos, foi se dando conta da importância do seu papel no mundo moderno. Não só de fêmea, de esposa, de dona de casa, de mãe, de representante do sexo frágil. A sua delicadeza, ternura, beleza aparente foi se desenhando em “persona” que busca construir sua verdadeira identidade frente ao mundo novo. Saiu da sala de jantar, da cozinha, do quarto de dormir e tomou assento na sala de estar, na varanda, participando da vida sócio-política e cultural da sociedade. Não mais passivamente como antes, mas entendendo a sua singularidade e pluralidade como mulher que avança na consciência e na dimensão de SER MAIS. Ser de transição que persegue o seu espaço, para com a sensibilidade que lhe é peculiar ajudar a mudar o mundo.

Mulher que sabe o que quer e investe na conquista do seu lugar, de direito e de fato. A partir de então, invade ruas, praças públicas, cidades como cidadã partícipe de um mundo que na sua dinâmica se redimensiona no dia-a-dia, exigindo posturas e atitudes mais concretas, comportamentos mais ousados e criativos, permitindo assim dar o pontapé inicial de uma revolução latente, no âmbito social, político e cultural, dantes inimagináveis.

Hoje, a mulher assumiu a faceta de intelectual, ser político e social sem receios e medos. Mostrou a sua capacidade de liderança, competência e, acima de tudo, está sempre pronta para o diálogo em todas as áreas do conhecimento. Antenada com o século XXI, dirige nações, participa de conselhos e consultorias, se coloca no mercado como executiva, diretoras e chefes de empresas, profissional liberal, sem abdicar do posto de mãe, esposa, dona de casa.

Sabe-se que, ainda se tem muito a percorrer no sentido das travessias, caminhos e veredas que precisam ser desbravados, principalmente em termos da educação e conscientização das milhares de mulheres que habitam nos longínquos grotões desse Brasil afora e, por falta de oportunidade não avançaram o suficiente. No entanto, percebe-se que as mulheres, em todas as classes sociais, estão mostrando vontade de galgar posições de destaque, junto com o homem na vida cotidiana. Haja vista os exemplos de mulheres que chegaram lá, em postos de comando, tais como: Michelle Bachelet, no Chile, Cristina Fernandez, na Argentina, em se tratando de América Latina; Angela Merkel, na Alemanha, na Europa; na África Ellen Johnson assumiu a presidência da Libéria, Corazón Aquino governou as Filipinas na Ásia, apenas para ilustrar esse quadro. Sucederam presidentes e ministros nos respectivos países e continentes.

Nessa perspectiva, vê-se que as novas gerações irão continuar na luta para a superação de obstáculos, a fim de que as mulheres possam realmente alcançar posições cada vez mais importantes na sociedade, mostrando assim a sua fortaleza e desmistificando tabus e mitos em torno de sua figura.

Ângela Escudeiro e Augusto Bonequeiro

Ângela Escudeiro e Augusto Bonequeiro

A multi-artista Ângela Escudeiro está de malas prontas para Santa Catarina… A trocar de endereço vai até janeiro de 2010 quando retornará a Fortaleza, ou até que outro projeto a leve para longe.

Vencedora do prêmio  Interações Estéticas em Ponto de Cultura / Santa Catarina, ela levará sua arte e mamulengos para lá.

Ficaremos aqui na torcida e acompanhando os projetos dela de cá.

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